Descida da MG-05, 6:45hs, bike a 62,4Km. Pedaladas seguem ritmadas pelo compasso do ritmo cardíaco. A não saciedade com endorfina que já
circulava sempre deixava um desejo de “quero mais”. A exaustão muscular era o
limiar para o esforço. Incomodado pelo brilho do nascer do sol deixo que meus
olhos se percam no horizonte. A maravilha de Deus estava ali... era real... Uma
pausa nas pedaladas... e com uma respiração mais suave deixo que minha alma
sinta o afago com a benção daquele momento... único... Apenas um pensamento
vem a minha mente : “Obrigado Jesus...”. Solto os braços do guidon e os abro e
como que voando deixo que a bike me leve... Foram momentos mágicos... mágicos
não...foram momentos abençados...
Muitos “mangam” de mim quando falo que acordo antes do sol nascer aos finais de semana para dar uma voltinha em minha “magrela”. “Mangam” mais ainda quando me veem pelas ruas da Belô todo equipado, de capacete, calça de lycra (claro que a especial para pedalar), de óculos amarelo (tipo Bono Vox), sapatilha no pé e uma garrafa lotada de “Malto” pronto para encarar as estradas suando feito uma “tampa de chaleira”. Pois bem. Qual é o limite? Quando estamos na “correria” do dia a dia, mal observamos as estações do ano, os Ipês plantados na Av. Amazonas que florescem deslumbrantemente na primavera e movimento fantástico do Sol na travessia diária do céu, mal ouvimos o som dos grilos e poucos pássaros que restam na ilustre lagoa da Pampulha. Sabem por que perdemos tudo isso? Porque mal saímos de dentro do carro com os vidros fechados receosos, mal saímos do trabalho cada vez mais acumulado e de casa nos momentos de descanso, criando assim apenas uma visão do mundo pelas janelas com qual ...

Comentários
A interpretação deste momento incrível não poderia ser mais bem traduzida para as letras como neste texto!
Quando pegamos a longa subida que nos tomam centenas de calorias e deixam nossos músculos exaustos, ao chegar ao cume e poder ter a linda visão do alto da montanha e saber que todo esforço valeu a pena e que a descida sempre é generosa.... realmente não tem preço!
Essa temos que repetir!
Abraços