Pular para o conteúdo principal
“CAUSOS DAS PEDALADAS”

 
LANCHINHO PARA A PEDALADA

Como vocês viram na postagem anterior eu e o meu grande amigo André fomos  fazer um “reconhecimento” da trilha para Sabará. André chegou pontualmente ao local marcado e prontamente  partimos para Sabará. Na verdade não sei qual o conceito de “pedalar” para o meu amigo, pois parecia que estava fazendo Cicloturismo. Olhando o meu ciclocomputador via a velocidade que marcava...35...30...21..17..14... e nada do André... Puuuttzzz.. O que será que esse cara está fazendo? Preocupado com seu desaparecimento dei “meia volta”  e para minha surpresa (e alegria) vi que ele vinha pedalando leeeeenntaaaammennteeeee olhando a paisagem... Antes de eu reclamar da velocidade ele falou : “Cara... show demais isso aqui...”. Bom... sensibilizado pela felicidade do meu amigo me contentei em ir quase parando até Sabará. Vendo Scanias carregadas a 10 Km/h me ultrapassando desviava meu olhar dos olhos dos motoristas que sorriam pelo canto da boca sem saber o que estava acontecendo... mas minha amizade falou mais forte... resisti e fiquei junto do meu amigo. Ufa! Finalmente chegamos a Sabará... Aí que veio a cena inusitada. Ao pararmos em frente a pracinha da Igreja central vejo meus olhos sendo agraciados com uma pérola... O André tira das costas uma sacola com uma garrafa de suco... PPuuuuuuutttzzzzzz.... Dei uma olhadinha de relance... não tenho certeza, mas acho que vi um embrulhinho de papel laminado que deve ter um bolo ou alguma coisa do tipo... Nãããooo... Suco com bolo??? Delicadamente falei com ele que não daria tempo para fazer piquenique e que teria de voltar. Insatisfeito colocou o suco na sacola, fechou a cara e em silêncio voltamos para BH. Na volta... cadê o André? Puuuttzzzz Sumiu de novo!!! Dei meia volta e pasmem... Nessa hora olhei para o céu para ver se tinha alguma nuvem de chuva... O cara estava molhadaço... suadaço... Parecia que tinham jogado um balde de água nele... Não falei nada, pois vi que ele não conseguiria responder... O cara estava tão ofegante que apenas dei um olhar como se falasse “estou aqui... pode contar comigo” , virei a bike e seguimos rumo a BH, só que tive de esticar e deixei meu amigo voltar sozinho... Dizem as más línguas que por volta de 11:00hs viram, na subida da MG-10 no retorno a BH um biker fazendo um piquenique na beira da estrada. Estava com uma garrafinha de suco e comendo bolo... Será que... Prefiro acreditar que não... Deixa pra lá...



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CICLISMO E DORES NAS COSTAS

As dores nas costas não são um sofrimento específico do ciclismo ou mountain bike, mas sim um mal que atinge grande parte da população mundial. As dores normalmente estão associadas à má postura, vícios, sobrecarga no trabalho, desvios estruturais, traumas, etc. A coluna vertebral pode ser dividida em quatro partes: coluna cervical, torácica, lombar e sacral, cada parte formada por vértebras e discos que protegem a coluna de impactos e permite que ela seja flexível sem danificar suas estruturas. Quando flexionamos as articulações da coluna e do quadril, colocamos parte do nosso peso fora do eixo da coluna, o que fará com que os músculos se contraiam para evitar uma queda. Essas contrações bem como a carga do próprio músculo geram uma sobrecarga nas vértebras, ligamentos e discos da coluna. Normalmente o organismo suporta bem essas sobrecargas, mas quando elas são prolongadas ou muito intensas, podem causar dores mais fortes, geralmente por desgaste muscular ou por motivos mais ...

DEPOIMENTO DE UM CICLISTA

Muitos “mangam” de mim quando falo que acordo antes do sol nascer aos finais de semana para dar uma voltinha em minha “magrela”. “Mangam” mais ainda quando me veem pelas ruas da Belô todo equipado, de capacete, calça de lycra (claro que a especial para pedalar), de óculos amarelo (tipo Bono Vox), sapatilha no pé e uma garrafa lotada de “Malto” pronto para encarar as estradas suando feito uma “tampa de chaleira”. Pois bem. Qual é o limite? Quando estamos na “correria” do dia a dia, mal observamos as estações do ano, os Ipês plantados na Av. Amazonas que florescem deslumbrantemente na primavera e movimento fantástico do Sol na travessia diária do céu, mal ouvimos o som dos grilos e poucos pássaros que restam na ilustre lagoa da Pampulha. Sabem por que perdemos tudo isso? Porque mal saímos de dentro do carro com os vidros fechados receosos, mal saímos do trabalho cada vez mais acumulado e de casa nos momentos de descanso, criando assim apenas uma visão do mundo pelas janelas com qual ...

QUAL O NÚMERO IDEAL DE MARCHAS DE UMA BICICLETA?

O número “ideal” de marchas de uma bicicleta – e como utilizá-las – é um assunto bem polêmico e extenso. Nossa intenção neste post é dar algumas dicas para você melhorar sua performance e aproveitar melhor sua bicicleta, sem entrar profundamente na matéria. Eu mesmo pedalo uma MTB de 27 marchas, uma Speed de 20 marchas, uma Urbana de 21 marchas e comecei a montar (e me apaixonar por) uma “single speed“, ou seja, uma bike de uma marcha só. Nos últimos tempos, o mercado de bicicletas assiste a uma revolução no campo das marchas de uma bike. A marca japonesa “Shimano” lançou recentemente um câmbio para Mountain Bikes de 30 marchas! Já temos até câmbios eletrônicos (veremos uma profusão deles no Tour de France 2010) e até automáticos! E, paradoxalmente, atualmente surge com força total um movimento que defende bicicletas minimalistas, sem marcha nenhuma, as chamadas “fixed gears“, ou, carinhosamente, as “fixas”! Sem entrar em defesa de nenhum grupo, nosso objetivo neste post é...